Professores de Bioprocessos da Engenharia Química são agraciados como bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq

Prof.res Renata Almeida e Carlos Eduardo Farias foram selecionados como bolsistas de produtividade em 2026


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As bolsas de produtividade do CNPq visam valorizar pesquisadores com produção científica de destaque no Brasil e abrangem todas as áreas do conhecimento. Existem duas categorias principais, a Bolsa de Produtividade em Pesquisa (PQ) que valoriza projetos de pesquisas com muito potencial para a geração de novos conhecimentos, e Bolsa de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT) que desenvolve projetos de pesquisa ou extensão voltados à inovação e com direcionamento à aplicações industriais e inovação em setores e produtos.

Atualmente no Curso de Engenharia Química, são bolsistas de produtividade os Prof.res João Batista Maia Rocha Neto e João Inácio Soletti (Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora - Nível C) e Antonio Osimar Sousa da Silva (Pesquisa - Nível C). São fornecidos editais anuais para a seleção de pesquisadores em todo o Brasil, com produção científica de destaque, em forma de artigos científicos, principalmente, mas abrangendo eventos, patentes, orientações de pós-graduação entre outros parâmetros. Considerando os 17 professores que atuam mais intensamente no Curso de Engenharia Química, 5 são bolsistas de produtividade no CNPq, cerca de 30%, reforçando a pesquisa também como eixo de formação dos discentes de graduação através dos projetos de iniciação científica e em conjunto com a pós-graduação.

Entre os aprovados esse ano, em 2026, estão os professores do eixo de Eng. de Bioprocessos do curso, Prof.ra Renata Maria Rosas Garcia Almeida que alcança a bolsa pela primeira vez; e o Prof. Carlos Eduardo de Farias Silva que renova sua bolsa, ambos para a vigência entre 2026-2029, desenvolvendo um projeto de pesquisa ligado as pesquisas do laboratório. 

A Prof.ra Renata tem como projeto de pesquisa durante sua bolsa o seguinte título: Aplicações sustentáveis de nanocelulose e nanolignina extraídos da casca de coco verde (Coccus nucifera L.), sempre enfatizando o uso de biomassa regional para biocombustíveis e biomateriais, temas de sua dedicação. A Prof.ra ressalta: "Foi muito emocionante porque tentei 6 anos seguidos entre bolsas de produtividade de Pesquisa (PQ) e de Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT), e não obtive aprovação, mesmo com as notas de avaliação aumentando a cada tentativa. Após essas tentativas, já havia me desestimulado, mas o Prof. Carlos Eduardo me incentivou muito. Para mim parecia um sonho, mas a verdade é que são os desafios da carreira de um pesquisador, em um Universidade menor e com tantas limitações de recursos e de massa crítica. A mensagem é não desistir, insistir, saber que não é fácil, mas pode ser possível."

Em relação ao Prof. Carlos Eduardo, seu projeto de pesquisa tem o título: Caracterização de pellets microalga-fungo e aplicação na produção de enzimas, enfatizando o uso de fungos e microalgas para aplicações biotecnológicas, tema no qual tem se dedicado a quase 1 década. Ressalta o Prof.: "Fazer pesquisa com biotecnologia e eng. de bioprocessos não é fácil, principalmente englobando microrganismos e dependendo de muitas análises que não temos com fácil disposição na Universidade e que são caras. Especificamente no Curso de Eng. Química, a Eng. de Bioprocessos é um eixo, com limitada quantidade de professores, e portanto, além da infra-estrutura e limitação de recursos, não somos um grupo grande, contando com 4 professores apenas, nos quais apenas eu e Renata estamos atualmente fazendo pesquisa na pós-graduação. É uma honra ver minha colega/amiga brilhar e se consolidar também nesse seleto grupo de pesquisadores brasileiros reconhecidos pelo CNPq". 

Que os bioprocessos se intensifiquem no Centro de Tecnologia, e possam abrir novas portas na graduação e pós-graduação sempre favorecendo uma formação mais completa aos discentes do Curso de Engenharia Química.